Mesmo com expectativas mais contidas para a economia neste ano, corretores e líderes de entidades do ramo imobiliário crêem em expansão, incluindo a cidade de São Paulo, maior mercado do País, devido ao considerável déficit habitacional.
O mercado esteve superaquecido nos últimos anos e agora continuará expandindo, mas em uma intensidade mais normal.
Mesmo com uma perspectiva muito boa para médio e longo prazo, é difícil que se consiga igualar a 2010, quando o crédito imobiliário cresceu 65%, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
O preço dos imóveis deve subir entre 10% e 15% neste ano. As áreas que mais puxarão este aumento estão no eixo de expansão do metrô, como ocorre na linha 4-amarela.
O alto preço do metro quadrado é outra questão altamente sensível para o bolso dos compradores paulistanos, a tendência é que a valorização continue e o preço médio ultrapasse a barreira dos R$ 5 mil.
Pesquisa divulgada em outubro último pelo Ibope Inteligência revelou que o valor médio de um imóvel usado na capital chegava a R$ 4.979 por m². Entre os lançamentos, o preço saltava para mais de R$ 6 mil.
Os índices de confiança dos consumidores continuam altos, o que deve fazer com que o mercado imobiliário continue aquecido.
O público de classe média, que procura apartamentos com dois ou três dormitórios, é uma faixa econômica que está otimista e cada vez maior.
O setor teve um período negro entre 1990 e 2005, com a falta de crédito, mas agora o cenário é outro.